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segunda-feira, 13 de julho de 1970

Brasil no Sul-Americano de 1916

.:: O Primeiro Torneio ::.
Elenco do Brasil que Disputou o Campeonato Sul-Americano de 1916
Em pé: Gallo, Friedenreich, Sidney Pullen (de terno), Demóstenes, Marcos Mendonça,
Luiz Menezes, Lulu Rocha, Nery, Carlito e Orlando Pires; Agachados: Osny, Martins,
Alencar, Lagreca, Arnaldo, Casemiro, Amílcar e Mimi Sodré. Ausente: Facchine;
Crédito: www.cbf.com.br/Foto/CBF
1º Campeonato Sul-Americano Argentina 1916

O Primeiro Torneio: Vislumbrados com o crescimento do futebol no país e no continente sul-americano, os argentinos resolveram organizar um torneio internacional em 1916, aproveitando também o centenário da Independência do país. Em julho daquele ano, Brasil, Chile e Uruguai, países vizinhos, foram convidados pelo Ministério de Relações Exteriores da Argentina a participar do evento. Nascia então o Campeonato Sudamericano de Football, conhecido atualmente como Copa América.

A Fundação da Conmebol:
Empolgado com o sucesso da competição, o dirigente uruguaio Héctor Rivadavia Gómez, pôs em prática um projeto próprio e fundou a Confederação Sul-Americana de Futebol, justamente no centenário da Independência da República Argentina, em 9 de julho.

Com a criação da Conmebol, o torneio organizado pela Argentina ganhou conotação oficial, tornando-se o mais antigo de seleções do mundo. Naquela primeira edição, o Uruguai, que venceu dois jogos e empatou um, ficou com o título e ainda teve o artilheiro, Isabelino Gradín, com 3 gols. (Fonte: www.ca2011.com)

As Lendas:
Apesar de muito jovem o futebol brasileiro daquela altura já tinha os seus ícones, as suas primeiras lendas, sendo a maior delas todas Arthur Friedenreich. Mas não só El Tigre - alcunha que imortalizou Friedenreich - atraía até si as luzes da ribalta deste primeiro Campeonato Sul-Americano. O Uruguai atravessava o Rio de la Plata com algumas das suas primeiras lendas, casos de José Piendibene, Juan Delgado, ou Isabelino Gradín - asto já aqui recordado noutros caminhos da história por nós trilhados -, assumindo-se como o maior rival da Argentina na luta pelo ceptro continental.

O Brasil:
Canarinhos que depois de muitas aventuras e desventuras subiram à cancha do Gimnasia y Esgrima de Buenos Aires no dia 8 de julho para defrontar o pobre Chile, que com duas derrotas - bem pesadas na verdade - nada mais jogava do que o seu bom nome nesta sua derradeira aparição na competição. Talvez por isso, e já sem nada a ganhar, os chilenos entraram descontraídos em campo, dificultando ao máximo a vida dos artistas oriundos de Terras de Vera Cruz. Estes, comandados por uma comissão técnica composta por Joaquim de Souza Ribeiro, Benedicto Montenegro e Mário Sérgio Cardim, tinham a particularidade de ter no seu grupo dois... estrangeiros! A seleção do Brasil com dois estrangeiros? Impensável nos dias de hoje, mas realidade naquele tempo. Um deles era - como já vimos - o médio inglês Sidney Pullen, um dos grandes nomes do Flamengo dos anos 10 e 20, o outro era o guarda-redes português Casemiro do Amaral - já aqui evocado no Museu Virtual do Futebol noutras viagens ao passado - e habitual suplente do lendário goleiro Marcos Carneiro de Mendonça.

E foi com Pullen no onze - e Casemiro do Amaral na bancada - que o escrete fez então a sua estréia na prova. No entanto, e apesar de apresentar melhor futebol que os chilenos os canarinhos - que neste torneio apresentaram um equipamento peculiar: camisola listada de verde e amarelo, e calções brancos (!) - não foram além de um empate. Para a história do futebol brasileiro entra então o nome de Demósthenes, o atacante da Associação Atlética de Palmeiras, que aos 29 minutos desse duelo aponta aquele que foi o primeiro gol do Brasil na fase final de uma competição internacional oficial. A cinco minutos do final Hernando Salazar estraga a festa brasileira ao fazer o injusto 1-1 final. O Chile ia assim para casa com um pontinho no bolso, ao passo que os brasileiros tinham ainda pela frente os tubarões Argentina e Uruguai.

No dia 12 de julho o Brasil entrou na cancha determinado a continuar a evidenciar o seu bom futebol até ali patenteado, e mais do que isso vencer os temíveis uruguaios e assim poder lutar pelo título. E as coisas até nem começaram mal para os artistas brasileiros. Aos oito minutos a estrela Friedenreich inaugura o marcador. Porém, a felicidade canarinha teria vida curta, já que pouco depois o defesa Orlando fica lesionado na sequência de um choque com El Maestro Piendibene. Ora, os regulamentos do torneio diziam que as substituições não eram permitidas, a não ser que os capitães de ambas as equipas concordassem em autorizá-las! E aqui entra a polémica. Jorge Germán Pacheco, capitão uruguaio, não aceitou a substituição, e a celeste uruguaia atuou o resto do encontro com mais um elemento sobre o retângulo de jogo, de nada valendo os protestos brasileiros. Mesmo com um elemento a menos o Brasil lutou, mas na segunda parte veio ao de cima toda a mestria uruguaia, em especial do mágico Isabelino Gradín, que aos 58 minutos restableceu o empate, apontando assim o seu terceiro golo na competição, e que lhe valeria o título de melhor marcador. A reviravolta dos charrúas seria consumada aos 77 minutos por intermédio de José Tognola, que batia o desamparado Casemiro do Amaral e acabava com o sonho brasileiro. (Fonte: Museu Virtual do Futebol

Elenco da Seleção Brasileira - Brazil National Team Squad
Nome Completo Alcunha Clube
1 GK Casemiro do Amaral Casemiro Mackenzie College 2 3
2 GK Marcos Carneiro de Mendonça Marcos Fluminense/RJ 1 1
3 DF Orlando Pereira Pires Orlando Paulistano/SP 3
4 DF Emmanuel Augusto Nery Nery Flamengo/RJ 3
5 MC Manoel Carlos Aranha Carlito Paulistano/SP
6 MC Luiz Martins da Rocha Lulu Rocha Botafogo/RJ
7 MC Sylvio Lagreca Lagreca AA São Bento/SP 3
8 MC Sidney Pullen Sidney Pullen Flamengo/RJ 3
9 MC Amílcar Barbuy Amílcar Corinthians/SP 2
10 MC Giácomo Facchine Facchine Campos Elíseos/SP
11 MC Armando de Almeida Gallo Flamengo/RJ 3
12 MC Alberto Martins Martins União Lapa/SP
13 MC Osny Augusto Werner Osny Botafogo/RJ
14 AT Arthur Friedenreich Friedenreich Payssandu/SP 3 1
15 AT Arnaldo Patusca da Silveira Arnaldo Santos/SP 3
16 AT Demósthenes Corrêa de Syllos Demósthenes AA Palmeiras/SP 1 1
17 AT Luiz Maia de Bitencourt Menezes Luiz Menezes Botafogo/RJ 3
18 AT Manoel Alencar do Monte Alencar Americano/SP 2 1
19 AT Benjamin de Almeida Sodré Mimi Sodré Botafogo/RJ 1
Coach: Comissão Técnica Ground Comitee Federação Brasileira de Futebol
Comissão Técnica (Ground Commitee): Joaquim de Souza Ribeiro, Benedicto Montenegro, Mário Sérgio Cardim e Sylvio Lagreca (capitão);
❏ Sidney Pullen era Inglês e Casemiro era português eles foram os dois primeiros estrangeiros a vestir a camisa da seleção brasileira de futebol;
❏ Até 1922 não havia um “Técnico” propriamente dito. Quem convocava e treinava a seleção brasileira era uma “Comissão Técnica”, chamada Ground Comitee. Quem fazia o papel de técnico era o representante do time dentro de campo, o Capitão.

Campanha Brasileira

1
8 de Julho - Campo do Gimnasia y Esgrima, Buenos Aires
Brasil 1 x 1 Chile
Demósthenes, 29' Ficha Hernando Salazar, 85'

2
10 de Julho - Campo do Gimnasia y Esgrima, Buenos Aires
Argentina 1 x 1 Brasil
José Laguna, 10' Ficha Alencar, 23'

3
12 de Julho - Campo do Gimnasia y Esgrima, Buenos Aires
Brasil 1 x 2 Uruguai
Friedenreich, 8' Ficha Isabelino Gradín, 58'
José Tognola, 77'

.:: Classificação Geral ::.
Torneio Jogos Vitórias Empates Derrotas Gols Pró Gols Contra Posição
3 0 2 1 3 4
.:: Links Relacionados ::.
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