Amistoso Seleção Feminina
23/10
Western Sydney Stadium
Amistoso Seleção Feminina
26/10
Western Sydney Stadium
Eliminatórias da Copa do Mundo
11/11
??:??
Arena do Corinthians, São Paulo
Ajude o Site!
Faça Uma Doação
(Qualquer Valor)

sábado, 17 de junho de 1972

17/06/1972 - Brasil 3 x 3 Seleção Gaúcha

Imagem do amistoso entre Seleção Gaúcha e Seleção Brasileira no Beira-Rio;
Crédito: www.bazarshekinah.wixsite.com
Escudo
Brasil 3 : 3 Seleção Gaúcha
Escudo
• Competição (Tournament): Amistoso Não-Oficial (Unofficial Friendly)
• Data (Date): Sábado, 17 de Junho de 1972
• Estádio (Stadium): Gigante da Beira-Rio
• Local (Venue): Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Brasil / Brazil)
• Público (Attendance): 106.554 pagantes - Renda: Cr$: 612.126,00 (Recorde no RGS)
• Árbitro (Referee): Robert Heliés (França / France)
• Assistentes (Assistant Referee): Sem Registro (None)
Brasil ✧ Brazil
01
04
02
03
06
05
08
10
07
09
11
Émerson Leão ⇆ (Sérgio)
Zé Maria
Britto
Vantuir
Marco Antônio
Clodoaldo
Wilson Piazza
Roberto
Jairzinho
Leivinha
Paulo César Caju
Coach: Zagallo
Gk Sérgio
Seleção do Rio Grande do Sul
Gk
Df
Df
Df
Df
Mc
Mc
Mc
At
At
At
Schneider [Inter]
Espinosa [Grêmio]
Ancheta [Grêmio]
Figueroa [Inter]
Everaldo [Grêmio]
Carbone [Inter]
Tovar [Inter]
Torino [Grêmio]
Valdomiro [Inter]
Claudiomiro [Inter]
Oberdi [Grêmio] ⇆ (Mazinho)
Coach: Aparício Viana e Silva
At Mazinho [Grêmio]
Cartões | Tempo | Cartões
Nenhum Nenhum
Atleta | Placar | Atleta
0 : 1 Tovar 03'/1º
07'/2º Jairzinho 1 : 1
1 : 2 Tovar 10'/2º
14'/2º Paulo Cézar 2 : 2
2 : 3 Caludiomiro 37'/2º
41'/2º Rivelino 3 : 3
➯ Jogo de preparação do Brasil visando a suá estréia na Taça da Independência;
➯ Na preliminar: Seleção Olímpica 4 x 1 Hamburgo (Alemanha);
➯ Brasil Principal: Camisa Amarela, Cação Azul e Meias Brancas;
➯ Seleção Gaúcha: Camisa Branca, Cação Branco e Meias Brancas;
➯ Jogos contra Clube e ou Combinados regionais não são considerados oficias pela FIFA;
.:: Galeria de Imagens ::.
Formação da Seleção Gaúcha que enfrentou a seleção brasileira;
Em pé: Espinosa, Schneider, Ancheta, Figueroa, Everaldo e Carbone;
Agachados, Valdomiro, Tovar, Claudiomiro, Oberti e Torino;
Crédito: www.bazarshekinah.wixsite.com
❏ Crônica do Jogo:
Desde a conquista do tricampeonato mundial em 1970, a Seleção Brasileira de Futebol se tornou um alicerce para a legitimação do regime militar. Uma espécie de cartão de visita, como as grandes obras públicas, as propagandas governamentais de muita qualidade, a chegada da TV a cores e o ufanismo explícito em vários tipos de arte. Essa série de recursos de propaganda política cedia ao Brasil um aspecto de país vitorioso regido por um governo eficiente.

Completou-se, em 1972, o Sesquicentenário da Independência política do país e, integrando diversas comemorações, foi criada a Taça da Independência. A competição – que também ficou conhecida como Minicopa – reuniu 20 seleções, exceto as únicas europeias campeãs do Mundial até então, a Alemanha Ocidental, Inglaterra e Itália. A justificativa era óbvia: a intenção do evento era muito mais política que propriemente esportiva.

No dia 15 de maio de 1972, Zagallo, então substituto de João Saldanha, anunciou os nomes do jogadores convocados para a disputa da Taça Independência. Entre eles, não estava o do lateral esquerdo Everaldo, único representante do futebol gaúcho na conquista do Tri, no México, em 70. Desde a afirmação na Copa, o lateral gremista era titular incontestável e, para jogar a Minicopa, sequer foi cogitado para a reserva.

Um evento que tinha por objetivo integrar as regiões do país e exaltar o ufanismo obteve um resultado totalmente contrário. Assim como em 1835, o Rio Grande do Sul se rebelou contra o Brasil. Não se tratava de qualquer tipo de protesto político, mas apenas de um gesto bairrista como repreensão a pouca representatividade de atletas gaúchos entre os convocados para a Seleção. A atitude teve forte fomento por parte da imprensa, especialmente do Folha Esportiva, diário que na época reunia os principais jornalistas esportivos.

A Seleção Brasileira tinha um amistoso preparatório para a Minicopa marcado em Porto Alegre para o dia 17 de junho. Até a divulgação da lista dos convocados, o adversário estava indefinido, mas pouco demorou para ele aparecer. A Federação Gaúcha de Futebol, na época presidida por Rubens Hoffmeister, propôs a então Confederação Brasileira de Desportos que um combinado de jogadores que atuavam no Rio Grande do Sul desafiasse o Brasil. Inicialmente, o presidente da CBD, João Havelange, ponderou, mas acabou por aceitar.

As provocações antes de a bola rolar eram evidentes e partiram de todos os lados. O treinador da Seleção Gaúcha foi Aparício Viana e Silva, um dos principais articulistas que se pôs contra a escolha feita por Zagallo em vetar a convocação de Everaldo. O próprio Zagallo entrou no clima e disparou contra a imprensa, jogadores e, especialmente, contra o técnico do combinado gaúcho. Por se tratar de um jornalista, o comandante da Seleção Brasileira considerou a escolha um desprestígio para a classe dos treinadores.

O desafio dos gaúchos foi considerado anti-patriótico por parte da mídia do eixo Rio-São Paulo. Essa adjetivação também foi usada por alguns militares e por João Havelange. Como as provocações não tinham fim, a imprensa gaúcha passou a chamar o presidente da CBD apenas de Jean-Marie. Mesmo nascido no Brasil, Havelange trazia no nome de batismo toda a sua ascendência belga, fato que foi tratado irônico devido as exaltações do nacionalismo feitas pelo dirigente.

O dia 17 de junho de 1972 marcou o maior público da história do Estádio Beira-Rio. Naquele sábado, mais de 110 mil pessoas se reuniram no Gigante da Padre Cacique para apoiar o Estado em detrimento do País. A Seleção Gaúcha – que se tratava, na verdade, de um combinado da dupla Gre-Nal – entrou em campo ao lado da Brasileira, portando uma bandeira gigante do Brasil. A execução do hino nacional ficou sobreposta às vaias ensurdecedoras. Algumas bandeiras também foram queimadas pela torcida, fato que foi censurado de aparecer nos jornais.

O Jogo: A seleção brasileira entrou em campo com seu tradicional uniforme com camisetas amarelas e calções azuis, enquanto a seleção gaucha utilizou uniforme branco, com detalhes nas cores da bandeira do Rio Grande do Sul. Toda a tensão acumulada desde o anúncio do amistoso explodiu em um grito único logo aos dois minutos, quando Carbone abriu o placar. Jairzinho empatou aos oito do segundo e Tovar desempatou para os gaúchos dois minutos depois. Paulo César Caju empatou novamente aos 15, Claudiomiro fez o terceiro para o Rio Grande do Sul aos 38 e Rivellino definiu o placar aos 40. No empate em 3 a 3, a Seleção Brasileira nunca esteve a frente no resultado. (Fonte: radaresportivoufsm.wordpress.com)


Palavra de Deus (God's Word)
Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (João 3.16)
For God so loved the world, that he gave his only begotten Son, that whosoever believeth in him should not perish, but have everlasting life. (John, 3:16)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou do Post?
Deixe um Comentário ou Sugestão
Sua Opinião é Muito Importante!

Postagens mais visitadas